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User Story Mapping: o contexto que falta para a IA

Rafael Cáceres: ninguém quer a furadeira, quer o furo. Como User Story Mapping, Event Storming e histórias dão à IA um contexto melhor que um PRD morto.

As pessoas não querem comprar uma furadeira, elas querem um furo na parede. A frase é de Theodore Levitt.

Considere a furadeira as suas entregas e olhe para o seu backlog. O que você vê é uma lista linear de funcionalidades? Quais aspectos do seu negócio estão sendo deixados de lado?

A fábrica de funcionalidades escreve requisitos, mas não foca no valor. A furadeira mais moderna de todos os tempos está atendendo a seus clientes ou eles estão pendurando seus quadros com fita dupla face?

Nós deveríamos gastar mais tempo imaginando cenários, levantando hipóteses, ou seja, pensando em como ajudar os usuários e clientes a terem mais sucesso nas suas jornadas.

Histórias são a cola que nos une

Histórias são a cola que nos une como humanidade desde a invenção da linguagem, possibilitando que tenhamos um grupo de pessoas trabalhando como um só.

Podemos usar esse recurso para comunicar também os nossos produtos.

Histórias são pessoas contando como elas usam ou usariam seu produto. Isso exige conversa. Uma história de usuário é um lembrete para que a conversa aconteça.

Está me dando uma angústia de ver pessoas de produtos e software voltando aos anos 80 e criando requisitos e especificações para serem usadas por uma IA.

Voltamos com tudo com a fábrica e esquecemos que a inteligência coletiva de quem faz e quem usa ainda é um ativo muito valioso.

Na Taller, usamos histórias para continuar tendo essa conversa. Event Storming e Story Mapping são nossa base e servem como contexto absurdamente melhor para as LLMs do que só uma lista de requisitos em forma de specs ou PRD.

O que é o User Story Mapping

User Story Mapping é uma ferramenta criada para lidar com os problemas gerados pelas user stories isoladas e serve para mapear a narrativa visual do sistema através de uma espinha dorsal (backbone) focada na perspectiva de quem usa. Nessa história, o usuário é o verdadeiro herói da jornada e o seu produto é o guia ou conselheiro com a experiência e o conhecimento capaz de ajudar o herói a cumprir seus objetivos.

O processo do story mapping vem para conseguir juntar todas as pequenas histórias (user stories) numa grande história e, com isso, criar uma visão compartilhada entre todos.

O segredo estratégico de ter todo esse mapa montado está no fatiamento de releases: qual é o menor conjunto de funcionalidades que atende minimamente a uma jornada do usuário e nos gera aprendizado? Reduzir o lead time é para aprender mais rápido que a concorrência gastando o mínimo possível.

Você está construindo furadeiras top de linha que ninguém usa, ou está ajudando o seu usuário a pendurar seu quadro?

Perguntas frequentes

O que é User Story Mapping?

É uma ferramenta que mapeia a narrativa visual do sistema por uma espinha dorsal (backbone) focada na perspectiva de quem usa. O usuário é o herói da jornada e o produto é o guia que o ajuda a cumprir seus objetivos. O processo junta as pequenas user stories numa grande história e cria uma visão compartilhada entre todos.

Por que histórias e Event Storming são melhores que um PRD para a IA?

Porque preservam a conversa e a inteligência coletiva de quem faz e quem usa. Event Storming e Story Mapping entregam às LLMs um contexto estruturado e rico sobre o domínio e a jornada, muito superior a uma lista de requisitos estáticos em forma de spec ou PRD, que produz soluções genéricas e desalinhadas.

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